IMAGEM DO SOM | Reportagem de Espetáculos

BLINK 182 | "Neighborhoods"


BLINK 182

Neighborhoods

01. Ghost On the Dance Floor
02. Natives
03. Up All Night
04. After Midnight
05. Snake Charmer
06. Heart's All Gone - Interlude
07. Heart's All Gone
08. Wishing Well
09. Kaleidoscope
10. This is Home
11. MH 4.18.2011
12. Love is Dangerous
13. Fighting The Gravity
14. Even If She Falls

Crítica de Ana Oliveira

15 anos volvidos, uma das mais míticas bandas de punk-rock dos anos ’90 continua a manter-se fiel ao som que os marca.

As sequências de três acordes, rápidas e rasgadas, a bateria voraz e a voz ameninada de Mark Hoppus e Tom DeLonge continuam a ser características distintas do som dos Blink 182, por quem os anos parecem não passar.

Depois de um período de pausa de 4 anos e de uma sequência de side projects que não conseguiram despegar do som da banda materna, Travis Mark e Tom, estão de volta. E juntos escreveram e compuseram um álbum que fala de histórias dos típicos bairros americanos, já tido como o melhor da sua carreira.

Desde a música ouvida um dia com alguém especial que já não está junto de nós (“Ghost on the Dancefloor”), à música sobre as mudanças que a banda sofreu durante o período de gravação do álbum (“Kaleidoscope”), “Neighborhoods” tem se tudo.

Extremamente marcado pela luta constante de Mark com a escrita optimista e as música alegres, o liricismo escuro deste trabalho, atribuído aos eventos ocorridos com a banda pouco antes da reunião, é evidente. Além disso, este é talvez o CD mais ambicioso e expansivo da banda. DeLonge acrescenta pitadas de stadium rock às suas guitarras, enquanto Travis não resiste a infundir batidas de hip hop nas suas baterias, ao passo que Hoppus não esconde a influência do “weird” indie rock.

Mas mais do que ambicioso e expansivo, este é o álbum mais desanimador da banda, marcado pela sombra da depressão, da adição e da perda, assim como da morte que paira em diversas faixas. No entanto, a crítica foi receptiva, afirmando a NME que este é o seu melhor trabalho de sempre.

Para os verdadeiros fãs, este não é o melhor trabalho dos Blink, mas sem dúvida o mais maduro e intenso. A maturidade dos “forever punk kids” não se deixou esbater pelo síndrome de Peter Pan e a banda consegue, com o passar dos anos, manter-se activa com sucesso, encarando, para isso, a evolução como solução.

A essência mantém-se, o rastilho do punk permanece.

Classificação 7/10
Science & Faith

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