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BLINK 182 Neighborhoods 01. Ghost On the Dance Floor |
| Crítica de Ana Oliveira |
15 anos volvidos, uma das mais míticas bandas de punk-rock dos anos ’90 continua a manter-se fiel ao som que os marca.
As sequências de três acordes, rápidas e rasgadas, a bateria voraz e a voz ameninada de Mark Hoppus e Tom DeLonge continuam a ser características distintas do som dos Blink 182, por quem os anos parecem não passar.
Depois de um período de pausa de 4 anos e de uma sequência de side projects que não conseguiram despegar do som da banda materna, Travis Mark e Tom, estão de volta. E juntos escreveram e compuseram um álbum que fala de histórias dos típicos bairros americanos, já tido como o melhor da sua carreira.
Desde a música ouvida um dia com alguém especial que já não está junto de nós (“Ghost on the Dancefloor”), à música sobre as mudanças que a banda sofreu durante o período de gravação do álbum (“Kaleidoscope”), “Neighborhoods” tem se tudo.
Extremamente marcado pela luta constante de Mark com a escrita optimista e as música alegres, o liricismo escuro deste trabalho, atribuído aos eventos ocorridos com a banda pouco antes da reunião, é evidente. Além disso, este é talvez o CD mais ambicioso e expansivo da banda. DeLonge acrescenta pitadas de stadium rock às suas guitarras, enquanto Travis não resiste a infundir batidas de hip hop nas suas baterias, ao passo que Hoppus não esconde a influência do “weird” indie rock.
Mas mais do que ambicioso e expansivo, este é o álbum mais desanimador da banda, marcado pela sombra da depressão, da adição e da perda, assim como da morte que paira em diversas faixas. No entanto, a crítica foi receptiva, afirmando a NME que este é o seu melhor trabalho de sempre.
Para os verdadeiros fãs, este não é o melhor trabalho dos Blink, mas sem dúvida o mais maduro e intenso. A maturidade dos “forever punk kids” não se deixou esbater pelo síndrome de Peter Pan e a banda consegue, com o passar dos anos, manter-se activa com sucesso, encarando, para isso, a evolução como solução.
A essência mantém-se, o rastilho do punk permanece.
| Classificação | 7/10 |





















