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KASABIAN Velociraptor! 01. Let’s Roll Just Like We Used |
| Crítica de Nélson Costa |
Numa das entrevistas de apresentação de “Velociraptor!”, quarto álbum de originais dos Kasabian, Serge Pizzorno, guitarrista da banda, no seu jeito irresponsável e desajeitado dizia que há 15 ou 16 anos que ninguém fazia um álbum absolutamente clássico que ficasse para a história mas que eles tinham-no conseguido. Já o vocalista, Tom Meighan, afirmava “Velociraptor! Vai mudar a vida das pessoas”.
Isto são os Kasabian: irresponsáveis, divertidos e uma inapelável tendência pelo risco, e é precisamente estas características que os fazem ser, hoje, umas das bandas mais interessantes do panorama musical internacional. Velociraptor! Não é mais do que a junção destas marcas distintivas da banda, um álbum Rock Eletrónico, eclético, com muitos “loops” e “club beats” (estão claramente no ADN da banda), arriscado e aventureiro. Os Kasabian gostam de fazer as coisas desta forma, interessante, e nós agradecemos.
Navegando pelas faixas do álbum destacamos, desde logo, o tema de abertura “Let’s Roll Just Like We Used” que mais parece saído dos anos 60 mas que soa muito bem. É daqueles temas que não mais esquecemos. Segue-se “Days Are Forgotten” que tem, provavelmente, o melhor refrão do álbum e excelentes riffs. De seguida os Kasabian trazem-nos uma arrepiante balada “Goodbye Kiss” onde os vocais de Tom estão absolutamente geniais. Este início de álbum prometedor e eclético é só o espelho de todo o disco. De facto, “Switchblade Smiles” faixa sombria e cheia de distorções mas bem conseguida, “I Hear Voices” eletrónica e sensacional e “Re-Wired” música com muito “Disco Groove” e grande potencial para ser o hit do álbum, por exemplo, comprovam que Velociraptor! está repleto de grandes canções. No entanto, não nos poderíamos esquecer de destacar a última faixa do álbum “Neon Noon”, música criada sob a inspiração de “Wish You Were Here” dos Pink Floyd e que mistura guitarras acústicas, eletro e melodias suaves e tristes, cujo resultado é brilhante e antevê uns Kasabian em desenvolvimento para o nível seguinte. Ficamos a aguardar.
Resumindo Velociraptor (que contou novamente, tal como tinha acontecido no álbum anterior dos Kasabian “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”, na produção com Dan The Automator, um dos gurus do Hip-Hop atual e colaborador habitual, por exemplo, dos Gorillaz) pode não se tornar um clássico como sugeria Serge Pizzorno mas está um excelente álbum, com ótimos arranjos e acima de tudo feito de forma interessante, bem longe do conservadorismo que muitas bandas Rock da atualidade prefere seguir provando que o mesmo, ao contrário dos dinossauros que o nome Velociraptor homenageia, está longe da sua extinção.
| Classificação | 8/10 |





















