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COLDPLAY Mylo Xyloto 01. Mylo Xyloto |
| Crítica de Ana Oliveira |
A surpresa veio primeiro com o nome invulgar. Depois com o conteúdo do trabalho.
Lançado em 24 de outubro de 2011, Mylo Xyloto dos Coldplaycomeçou meses antes a intrigar a crítica que se mostrou assombrada com a qualidade e o leve toque elétrico do primeiro single, “Every teardrop is a Waterfall”.
Depois de consagrarem o seu lugar no mundo da música e de conquistarem a crítica com “Viva la Vida or Death and All His Friends”, a banda britânicapodia fazer praticamente tudo. E decidiu fazer mais um álbum audaz e de grande qualidade.
Com um toque de Brian Eno e inspirado na Nova York dos anos 70, nos seus poderosos grafittis e no movimento de resistência nazi “White Rose” surge Mylo Xyloto, “um álbum sobre uma história de amor com um final feliz”, como o caracterizou o vocalista Chris Martin.
Num mundo marcado por uma violenta crise económica, pela perda de valores e de esperança, surge um trabalho marcado por um otimismo cerrado. E os três singles até agora lançados são prova disso. “Every teardrop is a waterfall” conquista pela sua energia, “Paradise” enternece pelo fascínio e “Charlie Brown” delicia pela explosão de jovialidade e graça.
Esperar menos daqui para a frente seria o mesmo que duvidar da capacidade de uma banda que na semana de lançamento do quinto álbum de estúdio vendeu 447 mil cópias, que com os dois primeiros singles foi nomeada para 2 Grammy Awards e que viu o trabalho estrear-se na Billboard 200 em primeiro lugar.
| Classificação | 9/10 |





















