
1º Dia
Os irmão Goeffrey e a retornada Skye pisaram o palco principal do festival, ás 22:00 horas, perante um cenário já composto em termos de público.
A actuação da banda foi o esperado, rolando os principais temas do último registo discográfico “Blood Like Lemonade”, com edição do passado mês de Junho. Uma grande oportunidade para testar ao vivo o que já se conhece de estúdio.
“Blood Like Lemonade”, o sétimo disco dos MORCHEEBA, marca e está marcado pelo regresso de Skye Edwards à voz. E os concertos reflectem isso mesmo. A vocalista assume-se em palco e com ela, a sonoridade do grupo regressa ao seu habitat natural.
E, os muitos fãs da banda britânica, deixaram-se conquistar lentamente, não reagindo efusivamente até ao quarto tema da noite, "Friction". Antes do hit, rodaram "Moog Island", "Otherwise" e "Never an Easy Way". E depois a banda entrou em Blood Like Lemonade, com o tema "Even Though", o tema que dá nome ao disco, Crimson e I'm The Spring.
Para o encore final ficaram Over and Over" "Be Yourself" e Rome.
Os londrinos GOLDFRAPP - Alison Goldfrapp and Will Gregory. - aterraram no Marés Vivas, a meio de uma extensa digressão que os levará ainda, até final do ano, a percorrer quase toda a Europa, com uma curta incursão pela Austrália.
O duo está rodado, apresentando um espectáculo cuidado e que resultou na perfeição como aperitivo de luxo para os concertos que se lhe seguem; Morcheeba e GNR.
Alison tem presença, tem voz, os dois condimentos para que um espectáculo resulte. E assim foi.
Pelo palco passaram os maiores exitos do grupo, e alguns temas do ultimo disco, "Head First", o quinto de originais, há pouco tempo editado.
Para o duo, este trabalho será " a mais poderosa viagem de optimismo, euforia, fantasia e romance", alguma vez composta por Alison Goldfrapp e Will Gregory.
Em palco, pretendem, certamente transmitir todas aquelas sensações, o que, devido à curta rodagem do ultimo cd, ainda não alcançam; deste registo, pela reacção dos fãs, sobressaiu "Rocket", o primeiro single.
Os GNR conquistaram o Festival, mesmo ali, ao lado de casa, onde o rio corre para o mar. As gentes, nem todas do Norte, queriam Rock, queria Pop, e porque não na lingua que melhor entendem...
Rui Reininho, em forma, deu-lhes Rock e Pop, do mais recente - o de Retropolita - e do outro, daquele que o pessoal gosta e canta e salta e grita e faz a festa.
Reininho deu-lhes festa.
Abriram em força, com "Reis do Rock" o single do novo cd e que também já rola em video, o que serviu, desde logo, para marcar terreno e prender o público.
Ele foi Dunas, para balançar, Pronuncia do Norte, para delirar, Efectivamente, das pegas e dos pederastas que passam e nós sem reparar; ele foi Sangue Oculto, sem o espanhol e a acabar, Mais Vale Nunca, pois claro, e Sub 16, para os ditos e não ditos, Asas, para voar, Pop...Popless, e USA, dedicado a Obama.
Pelo meio passaram sete temas de Retropolitana, que por recentes, mais desconhecidas, com destaque para o ritmico Tatoo e o bem conseguido Unika.
A banda despediu-se, depois do segundo encore, debaixo de uma chuva inesperada, mas com o recinto composto.
André Indiana e Mónica Ferraz
A Silent Film
David Fonseca é um Amigo da Imagem do Som. Com ele já estivemos em vários palcos, em reportagem, entrevista, ou como simples espectadores.
Este ano acompanhamos David Fonseca nos Coliseus, dois grandes espectáculos, com casa cheia.
Hoje, o espaço e ambiente foram bem diferentes...
David habituou-nos a concertos rigorosos, mas não menos enérgicos.
O de hoje, no palco principal do Festival Marés Vivas, não fugiu à regra; assistimos a um espectáculo mais curto que os Coliseus - assim obriga o festival - com um alinhamento certo para o público presente.
Mas, um concerto explosivo, com o músico inspirado, a transmitir uma energia que empolgou o público que o recebeu de braços abertos. Porque David não se limitou a estar em palco; por várias vezes desceu até junto aos fãs que com ele entoaram os exitos que passaram pelo Marés.
Placebo
A sexual Merrill Beth Nisker, mais conhecida por Peaches, surgiu exótica, vinda de um Alive a Sul, para encanto de uma plateia, a Norte.
Os fluidos electro das suas canções fizeram-se sentir, o que bastará para classificar o concerto da canadiense com nota positiva.
Depois de ter arrasado no Alive, era enorme a expectativa para a presença á beira Douro. Peaches é irreverente, surpreendente.
Tudo dito.
Entrou transvestida e depois de se despir do disfarce que a ocultava, revelou-se num trage vermelho, supostamente provocante, apelando ao seu lado mais carnal.
Cantou, dançou, rebolou pelo palco, contagiando os milhares que enchiam o recinto.
E, caminhou pelo público, ameaçando parar o concerto se a deixassem cair… o ambiente já frenético, rebentou e Peaches passeou tranquilamente por cima do pessoal, regressando ao palco em perfeitas condições para levar o show até final.
Mas quem pára a mulher?...
3º Dia
Deus
Editors
Ben Harper and Relentless7