IMAGEM DO SOM | Reportagem de Espetáculos

My Cubic Emotion

Primeiro, para que não vos conhece, quem são os MCE, de onde são e qual é a vossa onda musical?

Olá. Nós somos de Pombal, bem no centro do País.
Simplificando, podemos dizer que tocamos um rock pesado onde tentamos transpor o que sentimos em relação às coisas, no geral.

 

Como tem sido a reacção do publico com o lançamento do novo disco, "It's a World Receiver", sendo que o disco “It’s Violent Julliette, Don’t Look...” já tinha saído em 2007, por onde andaram este tempo todo?

Depois de uma paragem tão longa, foi bom ver que muita gente ainda se lembrava de MCE.
Nunca foi uma opção nossa deixar passar tanto tempo. Mais tarde, em 2009, acabou por se tornar. Decidimos parar em Março de 2009 e pensar no que realmente queríamos fazer como banda. Era necessário parar de tocar por uns tempos e concentrarmo-nos na composição de um novo trabalho.  Já estavamos saturados e com a noção de que estávamos a saturar as pessoas sempre com as mesmas músicas. Entrámos em estúdio no final de Abril de 2009, em Almancil no Algarve. A disponibilidade de todos (tanto nossa como do Eduardo Apolónia, o produtor) foi complicada de gerir por vezes. O facto de sermos de Pombal também fez com que tivesse que haver muita logística. Estávamos também a passar por uma fase importante das nossas vidas, não só na música como noutros aspectos. Tudo isto acabou por não deixar que as coisas levassem um ritmo mais rápido.

 

Tal como todas as bandas que lançam um novo trabalho, entram em digressão. Como tem corrido?

Tem corrido bastante bem. Desde o lançamento do álbum em Maio, temos passado por muitas cidades e os concertos têm sido todos recompensadores a vários níveis. As pessoas parecem recetivas às novas músicas, o que era, naturalmente, o nosso objetivo.

 

Voltaram muito recentemente duma pequena digressão por alguns países europeus, qual foi a resposta que obtiveram lá fora? Por onde andaram, e se há planos de a repetirem?

Nesta tour passámos pela Suiça, Alemanha, Holanda, Bélgica e Espanha.

Foi uma grande experiência para todos e temos a certeza que nos fez amadurecer enquanto banda. As reações foram boas, as pessoas com quem nos cruzamos foram sempre impecáveis connosco. O objetivo é não parar agora e já em Março do próximo ano temos algo pensado mas desta vez com mais datas e mais sítios, vamos ver como as coisas se desenvolvem.

 

Com o sucesso do video "It's a World Receiver", qual vai ser o próximo single? Andam uns rumores que poderá ser a "City Virtuoso" ou a "Earthquake", dois temas igualmente ferozes. Querem revelar alguma coisa?

Sim, neste momento estamos a começar a realização do vídeo da City Virtuoso. Ainda não tem data definida para sair mas será antes do final do ano ou no máximo em Janeiro de 2012. Até lá sairá um pequeno documentário sobre esta tour europeia.

 

Com bandas a colocarem discos para download gratuitamente e legalmente, acham que justifica colocar o disco à venda? Se conseguissem uma distribuidora internacional, acham que seria uma mais valia ou ficam só pelas redes sociais para espalhar a vossa música?

Para nós, ter este disco na mão era extremamente importante, havia mesmo a necessidade de o ver "materializado". Compreendemos e temos a perfeita noção de que hoje em dia, especialmente no nosso meio mais alternativo, a net é muito importante e é o maior e melhor método de promover as bandas. Mas ainda há quem goste de ter um álbum na mão de uma banda que realmente gosta, abrir o livrete e ler as letras e todas essas coisas. E é para essas pessoas que ele está editado em suporte físico. Por outro lado, fazemos questão que todas as pessoas o saquem "ilegalmente" da net e o partilhem e o façam chegar a mais gente. Quem somos nós para não aproveitar esse privilégio. Em relação a ter uma distribuidora internacional, seria um passo mais à frente, no próximo album talvez. Seja como for, teria que se justificar, mas nunca deixariamos de a divulgar e espalhar pela net, apenas de uma forma mais controlada da nossa parte.

 

Para não falar de uma editora internacional... Depois de um disco como o "It's a World Receiver", penso será mais fácil conseguir esse objectivo. Já mostraram o disco a alguma "major label"?

Sim, antes de finalizarmos as gravações do álbum, ainda enviámos um link com 3 faixas sem mistura final para várias editoras. Sentimos que havia um grande receio em editar este tipo de música ou que a altura em que o queríamos lançar (Maio) não seria a melhor. Por outro lado, sentiamos que não podíamos esperar mais tempo, ja tinham sido quase 2 anos parados e decidimos seguir sozinhos com a edição.

Para nós, isto foi um novo começo, e a ideia inicial de fazer uma edição de autor faria todo o sentido. A Rastilho mostrou interesse em ajudar-nos na distribuição, o que nos ajuda imenso também.

 

E para terminar, onde é que vos podemos apanhar num concerto próximo, e se querem dizer algo para quem (ainda não) vos conhece?

Já no final deste mês vamos estar em Coimbra (States Club) e Aveiro (Mercado Negro), dia 25 e 27 de Novembro. Voltaremos a Pombal no primeiro dia do XMAS Fest 2011, que vai decorrer dia 10 e 11 de Dezembro na ADAC.

A quem nos conhece e gosta de nós, obrigado por todo o vosso apoio e esperamos manter para sempre esse interesse. A quem não nos conhece, esperamos ter o prazer de, eventualmente, vos encontrar e poder mostrar o que é MCE.

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