
Neste 1º dia Noites Ritual, que contam já com 18 anos, a aposta inicial algo arriscada na música portuguesa não deixa hoje margem para duvidas: está ganha e recomenda-se!
A IMAGEM DO SOM tem o prazer de ser parceira nesta edição, por vários motivos, sendo o mais forte a nossa vontade de dar a sentir as criações musicais deste nosso riquíssimo país em termos de força criativa e resistência a todas as dificuldades, face ao acreditar que é possível, que vale a pena mais do que nunca ter orgulho no que fazemos.
Temos hoje 6 bandas: Salto, Os Tornados, Samuel Úria, Diabo Na Cruz, Anaquim e O’questrada.
Rapidamente se nota um ponto em comum: o folclore bem português como parte das suas sonoridades (menos evidente nos Salto).
Passemos então a elas…
Salto
Com selo AmorFuria, indicam nome como António Variações, Pedro Ayres Magalhães entre outros, como influencias nacionais.
Apresentam-se então Gui Tomé Ribeiro e Luis Montenegro, usando apenas um baixo, uma guitarra e um Mac.
Temas pop com bastante validade sim, mas com alguma imaturidade também. Acima de tudo é agradável a sonoridade algo rock tuga dos anos 80, por demais evidente em “Ego” e ainda bem.
Haveriam nomes mais interessantes para abrir a noite? Sim, é óbvio. Mas existe aqui uma mensagem subliminar na escolha, e cabe a cada um decifrar qual é.
Musicalmente, uma bateria faz falta sim, a dada altura o som torna-se demasiado previsível por mais interessante que sejam as programações e afins. Sente-se a falta de algo mais orgânico na parte rítmica.
Positiva, mesmo assim esta actuação sem duvida.
Os Tornados
Este Tornados são um caso sério de rock, daquele que nos transporta aos anos 60, apela á folia, ao abanar de ancas e a muitos sorrisos despreocupados.
São eles Nuno Silva no microfone e na guitarra, Tiago Gil também numa bela 6 cordas, Miguel Lourenço no baixo, Helder Coelho nas baquetas e muito bem, Marco Oliveira nas teclas e Manuel Oliveira nas percussões, na guitarra acústica e numa cena chamada Theremin!
Lembram o surf, curtir até cair e festa rija. Muitissimo eficazes em palco, fazem aquilo parecer uma brincadeira e o publico está com eles.
Tornados como estes, muitos!
Samuel Úria
Acompanhado por Filipe Sousa e Jónatas Pires (Pontos Negros), Miguel Sousa, Tiago Ramos e da bela Miriam Macaia (voz e violino), Samuel Úria apresenta-se hoje como sempre: boa disposição, optimos temas e aquela garra desprovida de peneirices.
Com o album "Nem Lhe Tocava" já bem rodado, o desfilar de canções já bem conhecidas de boa parte do publico, foi uma festa neste Palco Ritual.
Abriu com “Não Arrastem O Meu Caixão” e foi sempre a desfilar boa música, passando pela versão tuga de “Something In The Way” dos Beatles que me surpreende a cada vez.
Esta malta da FlorCaveira entretem como deve ser, e é bem porreiro levar ao mesmo tempo com criações de bom gosto e carácter próprio.
Aparece sempre!!!!!
Diabo na Cruz
À hora marcada os cinco Diabos invadiram a Noite para um Ritual pecaminoso: o da fusão, em palco, do Folclore com o Rock.
A orgia resultou, como é hábito, contagiando os fieis que encheram os jardins – ora satânicos – do Palácio de Cristal da invicta.
Jorge Cruz provocou o público, já viciado naquelas sonoridades únicas, que ao vivo resultam num concerto quase perfeito, sem falhas. Cinquenta minutos para Combate, Loucos, Casamento, Bom tempo, a inevitável Dona Ligeirinha e Fecha a Loja, o mais bem conseguido tema do grupo, a encerrar o culto.
Os Diabo na Cruz infectaram a Noite.
Perdoai-lhes, Senhor!
Anaquim
texto em breve...
Oquestrada
As honras de cabeça de cartaz do primeiro dia do Festival, couberam aos OQUESTRADA. Enorme a responsabilidade enfrentada pela banda, ter que agarrar um publico ainda a viver a ressaca do transe satânico dos Diabo na Cruz.
Não foi tarefa impossível, porque OQUESTRADA é sinónimo de festa; de festa em português, com tons coloridos e sons brilhantes.
A Marta arredonda a saia e a Companhia conduz-lhe a voz por vielas e ruelas musicais que nos alegram o espírito, nos confortam canção após canção.
O pessoal gostou, cantou, dançou e concluiu como nós: Valem a pena as NOITES RITUAL.








































































































