
O Mundo de João Pedro Pais é quase perfeito. Feito de coisas simples, puras e claras. Por momentos - aqueles em que nos vemos embalar na genuidade das suas palavras, na transparência despretensiosa da sua música - sentimos que, afinal, vale a pena.
Vale a pena, só porque existe gente assim, como o João…
Em Braga, sob a marca Rádio Comercial, foi como sempre; quem se sentou no auditório, partilhou com o músico, os temas de maior sucesso, ora cantando, ora dançando, a princípio, timidamente, com maior entusiasmo, depois.
Um concerto que rapidamente assumiu um tom intimista, porque João cativa, com aquela simpatia e humildade inocentes; entre canções, há espaço para uma palavra, um olhar mais expressivo e quente trocado com este da fila ‘A’, ou com a teenager de ar embevecido na outra ponta da sala.
“Ninguém é de ninguém”, “Um volto já” fizeram explodir os fãs da cidade dos Arcebispos, desta vez abençoada com um concerto em formato acústico. “Mentira”, imprescindível, terá feito sonhar…
João lembrou os Amigos, Zé Pedro (em “Palco de Feras”), Jorge Palma e Fausto, todos Homens de alma enorme. E, o público de Braga gostou, aplaudindo expansivamente cada um daqueles nomes imensos da nossa música.
Momento alto, quando, a abrir um encore muito pedido, João, ao piano, interpreta Zeca Afonso evocado como ‘génio genial’; a “Balada do Outono” arrepiou.
Um concerto conseguido, apesar da ausência de Luís Arantes, o guitarrista habitual da banda de suporte.
AGRADECIMENTOS
RÁDIO COMERCIAL
OFICINA DA ILUSÃO












































