IMAGEM DO SOM | Reportagem de Espetáculos

SMASHING PUMPKINS | Campo Pequeno

Depois das reacções mornas ao primeiro concerto de Smashing Pumpkins no Campo Pequeno, o público que encheu a sala no segundo dia já sabia que não ia ouvir uma desfiada de singles e de grandes êxitos da banda.

Depois de uma apresentação ligeira de Ringo Deathstarr, banda norte-americana que fez a primeira parte do concerto (com uma qualidade de som muito abaixo da média que penalizou um pequeno maior sucesso que poderiam ter junto do público que aguardava os Smashing), Billy Corgan e companhia (da composição original dos Smashing Pumpkins Billy Corgan é o único que se mantém) subiram ao palco para mostrar “Siamese Dream” e antecipar alguns temas de Oceânia, álbum que será lançado já no próximo ano. Com guitarras rasgar, Corgan mostrou que cada vez mais quer ser reconhecido pelo som mais pesado destes novos Smashing, deixando o público a suspirar pelos temas de “Melon Colllie and the Infinite Sadness”.

O alinhamento do segundo dia de concerto não mudou muito relativamente ao primeiro. Durante mais de duas horas, Corgan abusou na guitarra em temas como “Panopticon” e procurou uma maior comunhão com o público em “Oceânia”. Os jogos de luzes interessantes, a reflectirem-me nas guitarras, criaram um efeito visual original, ao mesmo tempo que uma fiada de luzes no palco era destacada quando se marcavam momentos de pausa no concerto, criando um efeito quase intimista, a contrastar com o dourado e vermelho do resto do palco.

Apesar dos fãs menos acérrimos de Smashing Pumpkins começarem a ficar impacientes pelos temas mais conhecidos não foi preciso esperar até ao final, como no primeiro dia, para reconhecer os acordes de “Tonight, Tonight”, lançado a meio do concerto e que levou o público a cantar em coro. E se no primeiro dia “Zero” e “Bullets with Butterfly Wings” foram reservados para ‘o encore’ ontem fecharam o concerto e deixaram o público ao rubro para um encore esperado. E foi a primeira vez que Bily Corgan se dirigiu ao público, agradecendo, embora alguns momentos anteriores já tivesse reagido com vénias a explosões de palmas e assobios.

No final, Corgan deixou o público suspenso e a cantar com uma versão acústica de “Disarm”, deixando de fora “1979” e “Today”.

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bwd fwd

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