
Frenético e sem pausas. O concerto de Orelha Negra, que revelou já temas do novo álbum, foi curto mas intenso. O supergrupo, constituído por, Cruzfader, Sam The Kid, Fred Ferreira, Francisco Rebelo e João Gomes, não falaram com o público ao longo do tempo, pouco mais de uma hora, que estiveram em palco. Mas não foi preciso.
Abrindo a frase “Give me the Groove”, a sala cheia do CCB ficou imediatamente rendida ao coletivo, um dos mais acarinhados do panorama nacional do momento.
Seguindo por músicas praticamente desconhecidas mas não esquecendo os temas mais populares, como “919 19169”, “M.I.R.I.A.M”, “Blessed” e “Since You’ve Been Gone”, Orelha Negra misturaram o hip-hop, a soul e o funk, num caldeirão cheio de groove que tornou praticamente impossível ao público não se abanar nas cadeiras, embora a música merecesse ser dançada.
Entre samples, bateria furiosa e a força da guitarra, foram fazendo crescer o ritmo até ao ponto do frenético, fechando o concerto com temas do novo álbum, esperado para abril. “A Cura” e “Luta” foram a amostra naquilo que podemos esperar do novo trabalho do coletivo. Os jogos de luzes, simples mas poderosos, ajudaram a criar uma envolvente de certa forma misteriosa, sendo difícil até distinguir as feições dos músicos.
Para quem teve oportunidade de assistir a Orelha Negra na última edição do Optimus Alive talvez tenha ficado desiludido; ao contrário do que aconteceu em julho, desta vez os músicos aventuraram-se menos pelo improviso. Ainda assim, no final do concerto sem encore, foram aplaudidos freneticamente por um público ansioso de um breve regresso ao palco para mais dois ou três temas.






































