
“Bebam sempre. Bebam bagaço, do melhor que é o português”
O TMN Ao Vivo trouxe ao palco do carnaval de Lisboa a festa mais bronca, mais romântica, pornográfica e sem dúvida alguma, azeiteira, protagonizada pelos já conhecidos, Ena Pá 2000. Não faltaram as bonecas insufláveis e os brinquedos provocatórios, numa sala preenchida por um público entusiasmado e mascarado a rigor. Um concerto cheio de surpresas e convidados.
Portugueses de ginjeira, chegam ao palco com funis no lugar de chapéus e como sempre, muito bem acompanhados pelas meninas “Vikings” que prometiam desde logo animar o público. Cabeleiras e adornos aparte, o espectáculo começa com “Marcianos”. Este tema aquece o público, a banda e o ambiente e prepara a chegada de “ Mulher portuguesa”. Um verdadeiro hino ao que é ser uma portuguesa aos olhos irónicos e sádicos de Manuel João Vieira.
Não poderíamos embarcar no amor, sem antes chamar a palco, Phil Mendrix que chegou para apanhar o “Barco do amor” e agradou logo ao entrar. Sem pudor e com bastante vontade, seguiu-se a paródia romântica deste concerto. “Ela”, abre alas mas não abre pernas, numa dedicatória sentida do vocalista à mulher mais bonita do mundo, apesar de ele “estar apaixonado pela segunda”. Param-se os movimentos pelo moderno “PDF” e atestam-se os motores com um pouco de whisky para iniciar a “Canção do amor”, embalada pela calorosa “Miss Lassie” . Um pouco de mamas e uns carinhosos assobios, um público vibrante, principalmente o masculino, e um Manuel Vieira encantado. “Há-des ter” dizia o vocalista, sexo pela manhã, acrescentava o público, num anúncio ao prazer matinal. Meias piadas e piadas inteiras antecedem o tema “paneleiro”, o tema do Lulu, o cão que gostava de práticas pouco idóneas que combinavam com traseiro.
Pausa de reflexão sobre o cão Lulu e tempo para chamar Tim dos Xutos e Pontapés. Entrou para um abraço e para dizer que é “Um gajo Normal” no meio de tudo aquilo. Seguiram-se os convidados e uma série de músicas, que deixaram a sala repleta de perucas saltitantes e brilhantinas voadoras. Uma festa ao popular, cheia de paródia e sedução, que traz de novo, a já estreada bailarina para apimentar o gosto do português carnavalesco.
Um momento para descontracção e brincadeira, e logo depois, os Ena Pá 2000 quiseram encantar o sorridente ouvinte mascarado, com os clássicos “Vida de cão”, “Alice”, “Marilú” e outros “gajos” e “pipis”. Voltou o Tim, o gajo normal, e voltaram os aplausos e os assobios contentes, num concerto em que choveram bonecas e onde a política pouco espaço adquiriu. Uma noite de paródia sexual junto ao Tejo, cheia de cor e copos, que trouxe à memória a estupidez hilariante do “tuga da tradição".
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AGRADECIMENTOS
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